sábado, 2 de abril de 2011

                                                        eus
d'   
      água 



(um pequeno livro de 1995...)








RADAR
SONAR
+SÓMAR
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PRÉ-FÁCIL

    Ao sentir-se mais afogado ou perdido (sem radar) nas águas do texto, aí está a formulinha "pré-fácil", comumente utilizada por pré-leitores ou pré-vestibulares. Trata-se de uma breve apresentação da história da estória, o bote salva-vidas da sua leitura. A faceta mais fixa, linear e lógica que se encontra por trás da estória. O fluxo já fixo do movimento em foto parado. Pode tanto ajudar como prejudicar a leitura.
    A riqueza é pretendida nos versos, não tem a prosaica pretensão de extrapolar para o prefácio. O leitor perturbado com alguns aspectos que lhe pareçam mais incógnitos e ambíguos pode recorrer ao presente. Mas não há garantias de que aqui encontrará a clareza ou verdade que procura. É muito provável até que se quebre um pouco o encanto. Sem recorrer a esse "pré-fácil", poderá elaborar seu próprio roteiro, de acordo com suas interpretações e formas de sentir o texto. Terá a possibilidade de realizar uma leitura de perdição, de "alto mar", em meio ao seu movimento e fluidos, totalmente cercado por horizontes. A não-linearidade, várias direções possíveis.
    É uma narrativa em verso. A temática sempre tive comigo. O roteiro carrego há um ano e meio. Pensei bastante na possibilidade da prosa, principalmente conto. Mas esse parecia de difícil adequação a um tema amplo e vago como o referido. E o romance mostrava-se fora de cogitação, pois a meu ver, para estréia não compensa. Porém, um dia veio-me a idéia: "por que não em verso"? 
   
     Uma estória da estória 
    Água, sais, movimento, por muito tempo, misturas, choques: vida, personagem. Nado constante e cenário nada além do que céu e mar. Porém, "alto-mar nem tudo no mundo", os antigos e "ignorantes" falavam. Mitos e lendas pintavam o universo infantil de nossa personagem. Brincava a infância nas estórias, seus mistérios não tinham verdade.
    Desde pequeno, imenso era o seu mar de dentro e um pavor enorme lá se afogar em algum conflito. Então, louco nadava e mergulhava sua imaginação, corria a brincar a realidade, o normal, alguma ordem. Recorria ao seu caos original, necessário e vital. Era feliz.
    Entretanto, um dia avista um ponto no horizonte, completamente diferente de qualquer outro que já havia visto em toda a sua vida; apesar de que um ponto é um ponto, sendo, portanto, todos iguais ao possuirem a mesma cor. Porém, sua vida aguçada de azul lhe dizia que aquele pontinho negro era único, possivelmente a porta de contato com uma outra dimensão, a mitológica terra firme, quem sabe? "Nadar!..." Sente que existe agora um bom motivo pelo qual realmente deseja nadar. Aquele pontinho seria o buraco negro de sua própria lógica, de seu imenso mundinho só mar. Fronteira, passagem para uma outra realidade, outros eus, outros eus-outros, outros outros, outros vários. Porém, pelo menos do "lado de cá" (alto-mar), ele ainda encontrava-se à prova do tempo, onde a morte é porta mais certa.
    Passa mais da metade de sua vida nadando. Em sua jornada, ou melhor, em sua vida, encontra dificuldades comuns a todo e qualquer ser. Flerta com a morte, sente o peso do tempo, o vento árido de suas perdas. Vê, em alguns tempos, que cada tempo é um tempo, em seu tempo, dependendo do tempo em que se dá. Corria contra, através e até em favor (se é possível estar em favor do tempo), mas nunca fora; ainda estava do "lado de cá" do ponto. Vários anos,e sua vida por vezes embaçava-se, distorcia-se, perdia foco, mas o ponto não. Permanecia incólume, era o que havia de mais constante e definido, sempre em perspectiva. Até se parecia com a morte...
    O tempo foi passando, envelhecendo e se cansando. O ponto, incólume, e a jornada incessante lhe davam uma percepção muito sensível do tempo, estabelecendo uma relação íntima, intensa e jovem com o mesmo. No ponto, um referente, alguma essência, lembranças, regressos, pe-da-ços, espera, um sentimento prenhe.
    De repente, seu ponto some. O "motivo" de meia vida desaparece, foge, deriva sol-to. Estava louco? Estava morto? Deságua em pesadelos todo o seu cansaço e sobras de pequenos pedaços de desespero. Um vendaval monstruoso de tempo, explosões, zunidos, cores alternando-se, mundo que gira, infiltra-se, tem o avesso. Um corpo que se perde, estica, espedaça-se, dilue-se, recompõe-se, voa, esvai-se e acorda em muito suor pingando assustado. É a terra firme no horizonte, bem grande, bem perto.
    Desperta em pulos, sua alegria saltando nados em direção à praia. Em volúpia, funde-se à areia, seu deleite orgástico, a explosão de cores dos troncos e copas das árvores preenche nos olhos o fascínio, o choro em meio a tamanha felicidade. Porém, terra firme, outro tempo, outro espaço, outra música. O nado compasso se esquece na dor dos ossos do pisar duro dos passos. Sem fluido, seu mundo se reduz, dividi-se em dois: o cansaço seco e pesado andado no sol ou a letargia de sombra, um sono de fardo, o corpo quase morto, parado. Nada mais escorre, flutua ou desliza, sempre cai. Tudo sólido, pesado e pouco se mistura. Antes era solto. Agora é firme, justo e preso.
    Vai perdendo as forças, não come, não anda. Em novo espaço, dois dias parecem dois anos. Em perigo de vida, vê na água suas origens, o retorno, sua história, todo o seu sentido.
    Corre desesperado de volta à sua natureza fluida e vagante, sua deriva sem porto. Longe do que é parado, firme ou pouco. Chegando em alto-mar, esse já é outro, outra sua cor e o seu povo. Porém, esse já é outro mergulho. Ou então... derivamos na perplexidade. 



A chuva,
pingo no mar d'água forte
marron sujo em ondas-montanhas,
cadência
o nado fura violência salgada
ameaça o vivo
a tempestade
os cadáveres em chuva
Alguns minutos...
o outro lado (?)
fronteira última.



Olhos grandes a morte
um corpo a dor
caminha pra linha
um fio a vida finita
quase fugaz
corre um desespero tormento
preso no peito
sente curte segura não foge
do flerte com o vento de morte
espera...
mais alguma água nos minutos...
escuro eterno ! (?)
viagem última!



Abre os olhos
a morte encara
a dor abraça
comunhão à não-vida
contrai o sentir
o peito aberto
o todo de si em dor
sem desvio o olhar
mira o abraço
envolve o tempo (finito o nosso tempo)
espera...
mais alguma água nos minutos...
escuro eterno (?)


Sentir...
pare e permita
Aceite o susto
a secura agonia
de morte
o fim
ou
a loucura dos vivos
que ficam
É findo o vivo
fraco
o seu pouco rastro sem traço
no já apagado
espaço


A noite despenca
urra estridente
os horrores em bréu
o mar afoga
escuro no ser
cego o pavor
lá fora
e aqui
portas abertas
que seja oceano...



Mais algum tempo
espera
a dor
segue a tempestade
já longe
já outra
o olhar contempla a paz
o espírito
leve a brisa
o sol aquece o gelo
nas entranhas
uma alegria
o choro
soluço de vida
o mar se vale





Primeiros raios
horizonte infinito seu ser
de manhazinha a lembrança
ainda pequeno
sua mãe
o cheirinho do café na mesa
bocejo espreguiça um sorriso
o leite de ninar
De bruços ouvia
soldados marchando ao longe (onde?):
o coração que batia...




Flor d'água
imensidão o salto
azul mergulha
sorrindo o corpo
em nado alegre
o golfinho fugaz
todo mar
bebe-se embebeda-se
a insanidade dos felizes
a manhã o odor
campestre do dia
um bosque inimaginado
o contato com o "impossível"
desliza pleno
segue criança
o caminho das ondas





Distante de tudo
a lembrança
as lendas no passado
seria a realidade
além do que céu e mar?
o bisavô os antigos
e "ignorantes" falavam
Ouvindo a canção dos já mortos
brincava as estórias
seus mistérios não têm verdade




"Alto-mar nem tudo no mundo" (as estórias)
terra firme os mitos
seu encontro consigo
mergulho profundo
imenso o mar de dentro
nadava o movimento seus fluidos
na sempre fonte
infinito seu oceano...



Cantando as lendas
a história na pele
nos olhos dos tempos
viva a lembrança no ritmo
a cada palavra
os pêlos
o arrepio
uma lágrima hesita o salto
"estive lá... eu vi...
eu lembro... meu pai era..."
a emoção
o fascínio seu eu há séculos
"me conta mais, vô..."



Belas "mentiras"
sonhava
"nunca estive lá"
A verdade
nas estrelas cadentes tão breves
eram, não eram
Belo quadro a foto
o passado tempo parado,
cretina mentira
a verdade dos olhos mancos
de visão prá fora.


Seu mar
a eterna viagem
flui consigo
nos caminhos de correnteza
a sempre aventura
o tortuoso trajeto
em jornada
por suas veias
é o oceano



Sua vista
um ponto qualquer no horizonte
pássaro, baleia ou barco
tudo percebe seu movimento
mesmo que enterrado no azul
Diferente agora o mero pingo preto
Freia brusco,
sua suspeita
o assombro das estórias
bóia perplexo
desafia o pontinho
o todo azul soberano
assusta-se ali talvez
finito o mar no horizonte
quase nada um ponto "banal"
esvazia a realidade
um furinho no fim do mundo.



terra firme?
o furo da razão?
"mais que céu e mar" (as estórias)
a história curvando-se aos estoriadores?
nadar!...
seu pensamento mira
o minúsculo buraco negro da lógica
nadar!...
corre o mar
à prova do tempo
beijará o horizonte
seu ponto
o chão duro dos velhos e "ignorantes"


Puro mar alto
agora o auto-mar
engole-se em mergulho
o peso das águas em montanha
azul surdo o fundo
turvo de giro sem mundo
do momento sufoco salgado
Procura do ar o corpo
o seco da superfície
azul do céu.


Seu ponto
mais longe
mais chato
seu encontro com d'eus
esfola-se escala correntes
do auto-mar
Um dia quem sabe
a menos espera sem pressa
suba sua íris o arco-mar
o ponto mais alto não existe
a todo instante à espreita
um salto repente
insiste
lá dentro de si


Horizonte
o ponto ainda
nem terra, baleia ou barco firme
em névoa a vista n'água cansada
deleita os olhos fechados
o nado vago quase parado
lento brinca o mar
as bolhas seu movimento
tenta sempre subindo
o encontro
um centro



Auto-mar
escuro seu fundo
sempre sozinho
o medo
lá se perder
aqui fora
a água empurra
sem temor o nado
aceita o morto mergulho.

 Rodar o mundo em água
a voz azul do sempre silêncio
cortado pelo vento
braço pesado
Anos no mar o seu traço
o tempo compassa
a cada pulso os rastros são passos
pra trás o regresso à infância aos partos

Se é círculo os ciclos de si? eterno o mistério interno...
Triste o seu ponto
longe o porto encontro de si
Um insano sozinho no azul dos mapas
sangra as lembranças
o nado fraco quase afogado
o jogo sopro da Náu-sea
do seu torto mundo salgado
em sorriso opaco
Desesperam-se os braços mais rápidos
chora soluços os vazios espaços
engasga suas babas o grito baixo n´água abafado
És vivo
     findo             
pouco

           e         fraco


O choro sua chuva cessa
Tudo mera concha sem destino
ou ponto em ordem com as ondas
Filosofava cabisbaixo
o olhar distante escorre pela face
a água pulsa nos vivos a sempre teimosa luta



OS ANOS SOMAM SE PASSAM 

PASSADOS ANOS BRANCOS SE CALAM
VÃO-SE 
TANTOS FORAM EM BRANCO 
OS ANOS SÃO NADOS
MAIS TEMPO AZUL AO ESPAÇO NORTE LESTE OESTE OU SUL
NA BÚSSOLA O IMEDIATO PE-DA-ÇO





O tempo escorre
perde-se
soa um círculo
bate-treme
a corda de dentro
O tempo todo dia
cada sempre de volta
a perda da frente
futura
passada
e prenhe





Um ano

um oceano
um ponto.
Dois anos
todos oceanos
o ponto.
Três anos
o planeta
só água 
nem porto.
Meia vida...
meio ponto
meio morto
Um instante...
mais nada!


Seu tempo: o mar
O espaço de si tenta caber na vida
n´eu nem noutro o todo olho um corpo
um pedaço sempre foge
de        
              ri
         
            va    


so
                     lto         




TEMPO 1   TEMPO 2   3 TEMPOS 4 VEZES 7 TEMPOS

DE TEMPO EM TEMPO FAZ TEMPO O MAL TEMPO DE SÓ AO RELENTO
HÁ TEMPOS O TEMPO TODO O TEMPO TEM TEMPO TEMPO TEMPO TEMPO TEMPO TEMPO TEMPO TEM TEM-PO TEM-PO TEM-PO TEEEMM-PO TEEEEEEEEMM-POTEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEMMMMMMMMMMM...!TEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEMMMMMMMMMMM...!TEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEMMMMMMMMMMM...!PÔÔÔÔÔÔÔÔÔÔÔÔÔÔÔÔÔÔÔÔÔÔÔÔÔÔÔÔÔÔÔÔÔÔÔÔ...PÔÔÔÔÔÔÔÔÔÔÔÔÔÔÔÔÔÔÔÔÔÔÔÔÔÔÔÔÔÔÔÔÔÔÔÔ...PÔÔÔÔÔÔÔÔÔÔÔÔÔ...PÔÔÔÔÔÔÔÔÔ...PÔÔÔÔÔ...PÔÔÔ...PÔÔ...PÔPÔPÔPÔPÔPOPOPOPOPOPOPOPOPOPOPOPPOPOPOPOPOPOPOPOPOPOPOPOPOPOPOPOPOPOPOPPOpopopopopopopopopopopopopopopopopopopopopopopopopopopopopopopopopopopopopopopopopooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooouuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz    zzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzziiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiimmmmmmmmm!!!......         U U  U    UM U M M M M M ...  ! !       B U U     U  U M M M UUMM M M  M ! ! !           U    U  UU  UM M U M M M   M   !!!.......!..............!.............!.........!...............................................PPPRRRIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIMMMMMMM!!!!!!!!!PPPRRRIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIMMMMMMM!!!!!!!!!PPPRRRIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIMMMMMMM!!!!!!!!!     A - C O R - DDDAAAAAAAAAA!!!!!!!!   TTTEEEEEEEEEEEEEEEEEEEERRRRRAAAAAAAAAAA...!  TTTEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEERRRAAAAAAAAAAA...!
T  E  R  R  A      F  I  I  I  R  R  M  Ê  Ê  ! 



Sim, Capitão!

Não estou louco
talvez amanhã pés no chão!
Tens a Razão
Baixar celas
Içar âncora
Suspender a medicação!

Terra firme
o azul racha na areia
São cores o que explode dos troncos e copas das árvores?
Fixos olhos viajam piscando
Aprendem a enxergar novamente
O nado seus saltos-golfinhos
um pouco mais perto pra areia uns palmos do mar finito.

O nado corpo na areia amarela esteira
Solto desnudo d´água
em volúpia dança sereia
funde-se à terra
em meio ao fogo cheiro de sexo que arde seu todo
movimento mergulho do corpo
Tórax, ancas, abdômen e cochas rosnam
no sonho delírio da viva lépida virilha
em abraço que penetra na terra
a plena viagem dos poros-crateras em orgasmos de erupção


A praia das lendas de pés no chão
o solo percorre
uma forte dor pelos ossos explode
Um ser d´água sucumbe ao pisar sólido e pesado
da terra sem fluidos
O nado já é passo e arrasta na areia o rastro
que afunda e perdura num mundo mais raso e parado
de sol menos fraco.


O sol na cabeça estala
ferve repente na pele
a falta d´água de sombra que agrada
Caminha mais longe
a curiosidade percorre o bruto novo mundo
sagaz à busca dos furos
Atrás da fronteira última reconhece logo a ilha minúscula
Nova vida no paraíso "impossível"...

Adeus ao assombro sufoco do mar revolto
Agora eterno descansos sem nado nem engasgo nem nada
Sempre um sono nos embalos da areia de sonhos salgada
No sono mal sente o cobertor das estrelas
leia no corpo a dureza de chão
aspereza na areia
Logo veio o sono pesado
doído sem sonho
só lastro o mais fardo de não fazer nada
Uns dias um...dois.
Nada
um sono atroz
Mais uns dias a letargia completa de espessa remela
nem força na boca ou pernas
sem comida a vida não espera




                       prazer                   dor
             pra ser
                                    sem dor
nem a dor
                                                     em paz
   a paz
                                                                    sem dor  pra ser dor
                           em paz
                                           sem ser
                                                        o que apraz
nem sabor
                                  na paz
sem cor
                                                                       satisfaz



Quase morto em vida
na areia da paz sem espaço
mais fraco em sono
sumiram seus rastros
sem alimento ou passo que diminua seu fardo
Torto seu corpo sem fluido
mais preso que solto
Vê-se:
salvar-se-ia no mar
pra areia menos um morto


Á-G-U-A...!Á-G-U-A...!
que afoga ou afaga
Á-G-U-A...!
Se no fundo sufoca e esmaga (?)
Que nos flue ou espalha
N´água surgiu
Cresceu
dela fugiu
em terra morreu
pr´água voltar

Círculo os ciclos de si?
escuro o furo do fundo
Alto mar seu destino
as ondas a alegria
um ritmo na espuma branca de nuvens
no mar de vida salgado
nada sereno o excitado compasso
Agora o percurso
no esforço seu custo
pro alto-mar o seu rumo
Melhor sempre louco
do que na praia mais pouco e morto 




 ALTO   
       
 

   O                                 MAR                                 DE                                                                    
          DENTRO     NO                   INCERTO                                       
CENTRO                       DORME                   AO                                 
                RELENTO                   MAIS                                                      
OU                              MENOS                     ATENTO                   
             NEM                                  SEMPRE                                               
                         ISENTO                                 MAS   
SEMPRE                                         O           
                 INTENTO           A               VOLTAR-SE                                                                            
PARA

 

DENTRO 








A surpresa


um susto


o mar já é outro


outra sua cor


outro o seu povo


Se é círculo os ciclos de si?


só furos no infinito fim do mundo


Mas esse mar já é outra história... 

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